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A História de Portugal

Kênia Batista

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A História de Portugal Portugal é um país muito antigo, que acumulou grandes histórias e impactou a história de outros países também, como é o caso do Brasil, que foi colonizado por portugueses que aqui chegaram em abril de 1500. Não é a toa que existem vários livros didáticos, de caráter informativo e até mesmo literários que relatam a história de Portugal, destacando diversos marcos, afinal, o país realmente possui uma história interessante desde a consideração de sua existência.

Durante esta leitura, você irá aprender um pouco mais sobre a História de Portugal, o que, sem dúvidas, poderá até mesmo ampliar sua admiração por esse belíssimo país europeu.

Os primeiros habitantes da Península Ibérica – Pré Romanos

Se você não se recorda muito bem das aulas de geografia, não tem problema. Península Ibérica refere-se à porção de terras que situam-se no extremo leste da Europa. A Península Ibérica compreende Portugal, Espanha e Andorra. Os primeiros povos habitantes da Península Ibérica chamavam-se Iberos. Não se sabe ao certo a origem dos iberos, entretanto, sabe-se que eles tinham grande domínio de metais e da agricultura. Outra atividade bem marcante dos iberos era o pastorício. Começou então a surgirem outros povos na Península Ibérica, marcados pelo período “pré-romano”:
  1. Celtas: os celtas eram indivíduos que dedicavam-se as guerras e ao artesanato. Sua religião era politeísta, e portanto, cultuavam vários deuses diferentes.
  2. Celtíberos: foi a união entre celtas e iberos, que resultou nos lusitanos. Os lusitanos ocuparam grande parte do território. Infelizmente, os lusitanos não deixaram nenhum registro que pudesse ser transformado em conhecimentos sobre seus povos, nos dias de hoje.
  3. Fenícios, gregos e cartagineses: vindos do mar mediterrâneo, tinham habilidades marítimas (como pesca e navegação, por exemplo), além de trazerem inúmeros benefícios que hoje usufruímos, tais como o primeiro alfabeto, a utilização do papiro, entre tantas outras coisas.

Os primeiros habitantes da Península Ibérica – Os Romanos e os Mouros

Os romanos eram o povo proveniente de Roma, e muito contribuíram para a formação dos conhecimentos atuais, que temos hoje. Eles trouxeram muitos costumes para a Península Ibérica, como por exemplo:
  • Desenvolvimento de Culturas de Trigo, Vinha e Oliveiras
  • Desenvolvimento da Tecelagem, Minas, Pedreiras e Olarias
  • Criação de comércios e utilização de uma mesma moeda
  • Construção de Estradas e Pontes
  • Introduziram o latim e religião cristã
E então, os Visigodos invadiram a Península Ibérica e o Império Romano. Os Visigodos porém, se adaptaram à religião cristã e à cultura romana. Pode-se dizer que os visigodos absorveram muito do Império Romano, incluindo o direito.Após os visigodos, houve a vez dos Muçulmanos – também chamados de mouros. Os mouros tinham uma cultura bem avançada e trouxeram a língua árabe à Península Ibérica. Eles trouxeram grandes conhecimentos, como por exemplo, a numeração árabe e a criação da bússola. Quase toda a Península Ibérica foi conquistada pelos muçulmanos, com exceção da região norte, que permaneceu cristã. Os muçulmanos porém não aceitavam que os costumes antigos permanecessem, e portanto, fizeram questão de inserir profundamente seus costumes nas áreas dominadas, incluindo a religião islâmica, fazendo com que os cristãos fossem perseguidos. Com a perseguição, os cristãos refugiados na área norte da Península Ibérica iniciaram um movimento chamado Reconquista Cristã.

Formação de Portugal

Durante a Reconquista Cristã, formaram-se quatro reinos cristãos: Leão, Castela, Navarra e Aragão. Alguns marcos ocorreram durante este período, que devem ser lembrados quando o assunto é a formação de Portugal.
  1. Afonso VI, rei do reino de Leão foi auxiliado por dois cavaleiros especiais na luta contra os mouros: D. Henrique e D. Raimundo. No reino de Leão, havia um território chamado Condado Portucalense, e este reino foi gentilmente dado como presente à D. Henrique pela ajuda na Reconquista Cristã, ao passo que também foi um presente de casamento entre a filha de D. Afonso VI, Dona Teresa, e D. Henrique.
Entretanto, o Condado Portucalense não era independente e D. Henrique precisava prestar contas sobre ele à D. Afonso VI sempre que necessário. O governante do Condado Portucalense até mesmo tentou a independência, mas sem sucesso. Até que D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e Dona Teresa, lutou contra seu próprio primo, que era o atual rei de Leão, para conquistar a independência do Condado Portucalense. A guerra se cessou com um contrato de paz, onde D. Afonso de Leão reconhece à D. Afonso Henriques a Independência de Portugal.

As Dinastias

Primeira Dinastia

A Reconquista Cristã ainda não estava completa, portanto, D. Afonso Henriques lutou com os mouros e conquistou as cidades de Santarém, Lisboa, Alcácer do Sol e Beja. Após sua morte, seu filho, D. Sacho I, assumiu seu trono, intitulou-se Rei de Portugal e  conquistou Évora, perdendo a cidade de Alcácer do Sol aos mouros. Após a morte de D. Sacho I, D. Afonso II assumiu o trono em 1211, porém, sua prioridade foi administrar as regiões conquistadas e consolidar o poder real, ao invés de alargar o território. Logo então aparece a figura de D. Dinis, que instaura a Ordem de Cristo, desenvolve feiras, protege a exportação de produtos agrícolas, desenvolve a agricultura e funda as aldeias.

Segunda Dinastia

Portugal corria sérios riscos de perder sua independência, afinal, a única filha de D.Fernando (último rei da primeira dinastia) havia se casado com o rei de Castela. A população estava dividida entre quem apoiar nas inúmeras batalhas entre portugueses e castelhanos. Por fim, D. João Mestre de Avis foi aclamado como rei de Portugal, e então inicia-se a Dinastia de Avis. Portugal venceu mais uma batalha com os castelhanos e, com isso, garantiu sua independência. Durante a segunda dinastia, ocorre a Expansão Marítima, onde buscavam novos locais de comércio e novas riquezas. No decorrer deste período, várias terras foram descobertas, inclusive o Brasil. Isso caracterizou grandes comerciais:
  • Ouros e pedras preciosas;
  • Açúcar;
  • Marfim;
  • Escravos;
  • Especiarias, etc.

Terceira Dinastia

Durante o reinado de D. Sebastião, na terceira dinastia, houve um grande problema vivenciado anteriormente por Portugal. D. Sebastião, infelizmente, não tinha filhos ou herdeiros para ocupar o trono, e quando ele morreu, os reis espanhóis assumiram o trono de Portugal entre 1580 e 1640. Eis que em 1º de dezembro de 1640, um grupo de nobres prendeu a Duquesa de Mântua, que representava um dos reis espanhóis em Portugal. Com esta prisão, D. João Duque de Bragança foi considerado rei de Portugal.

Quarta Dinastia

Ao contrário de qualquer previsão, Lisboa é assolada por um grande terremoto, que a destruiu parcialmente, junto com outras zonas do país. Neste momento, o Marquês de Pombal assume o poder objetivando reconstruir o país. A 4ª dinastia é a última, e representa o marco final da Monarquia em Portugal, que foi decorrente de um golpe que depôs D. Manuel II, que exilado no Reino Unido, morreu sem gerar descendentes.  

Dicas Extras

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Kênia ama escrever poesias, e ha três anos escreve conteúdos para a internet. É apaixonada por viagem e estrelas. Admira e aproveita as inúmeras oportunidades que a vida oferece. Vive intensamente para aprender e servir.

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